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QUESTÕES
BÁSICAS
1.
A paciente tem sintomas diretamente relacionados
à presença do mioma uterino?
- A queixa mais comum relacionada à suspeita
da presença de mioma uterino é o desenvolvimento
de ciclos hipermenorrágicos, dor pélvica e sintomas
urinários compressivos. Uma anamnese cuidadosa
demonstra freqüentemente sintomas típicos e
sugerindo o diagnóstico; o exame físico freqüentemente
mostra o aumento do útero ou efeito de massa
pélvica. Os sintomas relacionados com a presença
de miomas pode também estar relacionada com
outras patologias. O tratamento das outras patologias
pode muitas vezes ser mais importante que tratamento
dos miomas.
2. Há necessidade de qualquer tratamento
invasivo para os miomas?
- Pacientes com miomas uterinos são classificadas
facilmente como sintomáticas ou assintomáticas.
Em pacientes sintomáticas, a decisão pela indicação
do tratamento depende de uma discussão precisa
dos riscos e benefícios, das várias modalidades
terapêuticas e o grau de incapacitação física
e/ou psicológica. Nesta consideração, é importante
notar que mais pacientes podem optar por tratar
dos miomas com técnicas menos invasivas atualmente
disponíveis, inclusive a embolização. Conseqüentemente,
o médico ginecologista deve estar familiarizado
com as vantagens, desvantagens e resultados
associados a cada modalidade de tratamento.
Os miomas uterinos por serem tumores benígnos,
não apresentam metastases e tem indicação de
tratamento se apresentarem sintomas ou se estiverem
em crescimento. Como existe um grande componente
hormonal, muitas vezes se aguarda a menopausa,
que acaba reduzindo o tamanho dos miomas.
3. A paciente deseja gravidez futura?
- Embora a maioria das pacientes com miomas
uterino não desejem nova gravidez, existe um
grupo de pacientes para as quais esta questão
tem um papel principal na decisão do tratamento.
Atualmente, a miomectomia é o tratamento invasivo
de escolha nesses casos, mas não é uma opção
de tratamento ideal, principalmente em multiplos
miomas e miomas intramurais, ou de localização
istimicas.
- A embolização pode representar excelente opção
terapêutica de preservação uterina nesta colocação,
devendo-se levar em conta se a desvascularização
uterina pode ou não afetar a capacidade de conceber
e suportar novas gravidezes a termo. Deve-se
informar às candidatas à embolização sobre a
possibilidade de infertilidade, uma vez que
existem relatos de casos de histerectomia após
o procedimento devido a complicações.
- Além disto, a insuficiência ovariana precoce
é, pelo menos teoricamente, uma complicação
possível da embolização da artéria uterina,
se ocorrer a embolização não desejada do ovário.
Esta complicação ocorre em 1% a 2% das pacientes.
- Apesar dos riscos de infertilidade a embolização
pode apresentar riscos menores de perda do útero
que a miomectomia em muitos casos.
- Atualmente
vários trabalhos científicos tem apresentado
inúmeros casos de gravidez a termo em úteros
embolizados.
4. A paciente tem outras condições médicas
ginecológicas ou não-ginecológicas que poderiam
predispor a complicações específicas da embolização
ou tratamentos cirúrgicos?
- Embora a histerectomia seja o tratamento de
escolha em pacientes com sintomas do mioma na
pós-menopausa, mulheres desta idade, podem apresentar
problemas médicos que tornam as opções cirúrgicas
menos desejáveis por aumento do risco de complicações.
São fatores como doença cardiovascular, doença
pulmonar obstrutiva crônica, ou cirurgia pélvica
anterior, favorecendo a indicação da embolização.
Por outro lado pacientes com salpingite crônica
ou endometrite têm teoricamente maiores chances
de desenvolver infecção pós-embolização, que
pode ser agressiva nos tecidos desvascularizados.
Outras restrições a serem notadas referem-se
a pacientes com desordens de coagulação, insuficiência
renal e alergia a contraste.
- Pacientes com miomatose uterina severa geralmente
tem como conseqüência a infertilidade, a embolização
é hoje um tratamento auxiliar no seguimento
destes pacientes.
5. A paciente tem outras razões específicas
para não querer a histerectomia?
- Há várias outras razões pelas quais as pacientes
optariam pelos tratamentos minimamente invasivos.
Os mais comuns são aversão forte aos riscos,
desconforto pós-operatório e período de recuperação
associado à cirurgia e o desejo simples de manter
o útero.
- Embora existam algumas situações onde uma
modalidade de tratamento específica é claramente
superior, na maioria dos casos é importante
valorizar os desejos da paciente de tomar decisões
sobre o tratamento.
- Chegando a uma decisão final, é importante
que as pacientes estejam cientes que tratamentos
de não histerectomia têm uma taxa de fracasso
inerente, e os sintomas podem reaparecer após
a miomectomia ou a embolização. Vale a pena
ressaltar às pacientes candidatas a embolização
que o risco da histerectomia está presente,
nos casos em que ocorrem complicações infecciosas.
- Importante hoje ressaltar que histerectomia
e embolização não são procedimentos comparáveis,
apresentando cada uma suas características e
detalhes, sendo que cada uma tem uma indicação específica.
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Dr. Cláudio Atsushi Yokoyama - Todos os direitos reservados - 2008 |
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