O mioma nada mais é que um tumor
benigno (não canceroso) que se desenvolve na camada
muscular do útero e acomete mulheres já a partir de
25 anos; porém, somente ¼ das mulheres portadoras
de mioma desenvolvem sintomas, sendo os principais:
sangramento menstrual prolongado e abundante (ás vezes
com eliminação de coágulos), anemia, cólicas menstruais
intenas, sensação de peso no baixo ventre, vontade
constante de urinar com sençação de pressão na bexiga
, dor lombar,dor nas relações sexuais, pressão no
intestino (com constipação), aumento do volume abdominal,
abortamento e o pior deles, a infertilidade.
O diagnóstico se faz, inicialmente,
por meio de exame físico simples com o ginecologista
que confirmará a presença, ou não, de mioma através
de uma ultrasonografia.
Até bem pouco tempo, o único tratamento
conhecido para o mioma era a cirurgia, ou seja, a
retirada total ou parcial do útero (histerectomia).
Atualmente, existem técnicas vídeo-endocóspicas que
possibilitam a retirada exclusiva do mioma, mas para
isso o tumor deverá estar localizado numa camada superficial
do útero; entretanto, os miomas volumosos ou numerosos
(múltiplos) e internos (intramurais) só são retirados,
em sua grande parte, com a remoção também do útero.
De uma certa forma, a cirurgia resolve
o problema, mas de maneira radical pois, na franca
maioria das vezes, o útero é completamente extirpado.
No caso de mulheres acima de 50 anos,
a cirurgia era considerada a melhor escolha já que
ela não mais está em idade fértil, porém, além das
complicações que podem aparecer devido ao ato operatório
(ex: problemas, infecção, hemorragia, dores, aderências,
diminuição na vida média da função ovariana, distúrbio
sexuais,tromboses, etc.) a histerectomia leva a mulher
a uma sensação de “vazio” pélvico afetando, inclusive,
seu bem estar psicológico e sua feminidade.
Já em mulheres jovens, ainda em idade
fértil (entre 30 e 40 anos), a cirurgia se apresenta
como resolução terapêutica extrema, muitas vezes com
a perda inevitável do potencial de gravidez já que
grande parte de mulheres jovens inférteis assim o
é em decorrência justamente de pequenos miomas que
impedem a estabilização do ovo (embrião) nas paredes
uterinas, provocando perda do mesmo.
Também devemos salientar que o colo
do útero é coadjuvante na lubrificação vaginal e na
liberação das endorfinas importantes para o orgasmo,
daí a preocupação com a preservação deste importatnte
órgão.
A partir de 1994, preocupado com
o crescente número de histerectomias na Europa e américa
do Norte (só para ter idéia, nos EUA, de cada 03 mulheres
com 60 anos, uma já foi submetida á retirada radical
do útero...) um médico francês chamado Raviná começou
a buscar menos extremistas para o tratamento do sangramento
relacionado ao mioma; ele iniciou testes envolvendo
o cateterismo seletivo para embolização (sub-oclusão)
dos vasos (artérias de pequeno calibre) que nutrem
o útero e, conseqüentemente, os miomas que nele localizados.
Após 100 casos realizados, sua taxa
de sucesso foi de 85%. Atualmente, pesquisadores norte-americanos
estão descrevendo inúmeros estudos envolvendo essa
técnica com ótimos resultados. No Brasil, desde 1.999,
vários especialistas estão se dedicando a embolização
seletiva da artéria uterina no caso de miomas e sangramento,
sendo um dos principais destaques o Prof. Dr. Claudio
Yokoyama, de São Paulo, que possui uma das maiores
casuísticas do país. www.yokoyama.com.br/mioma
A técnica da embolização em si, comparada
a cirurgia, é muito mais simples e seus riscos bem
melhores; após anestesia local, ou bloqueioperidural,
um pequeno furo é feito na virilha da paciente (por
agulha especial) e por ele é introduzido um fino tubo
(cateter) que é conduzido até a artéria uterina distal;
estando o cateter lá posicionado, o médico (angioradiologista)
injeta por este tubo micro-partículas (PVA ou Embosferas)
que irão provocar a oclusão parcial dos vasos distais
que nutrem a região do útero onde está o mioma e,
com isso, o aporte de sangue diminui ocorrendo uma
redução considerável do tamanho do útero e, conseqüentemente,
do mioma. Todo o procedimento leva, em média, de 30
a 50 minutos de duração com internação de 24 a 48
horas, sendo que a mulher estará apta a retornar às
suas atividades profissionais em 05 a 07 dias, deixando
o hospital somente com um pequeno furo na virilha.
Já há 2 anos tenho trabalhado semanalmente
com o Dr. Yokoyama e os resultados terapêuticos parecem
bem satisfatórios.Algumas das jovens pacientes que
se submeteram a embolização, antes inférteis devido
a miomatose múltipla, já conseguiram engravidar.
Por fim, quero deixar claro que não
se trata de técnica milagrosa e tam-pouco de procedimento
substitutivo para a cirurgia de retirada do útero.
Trata-se, sim, de um novo conceito no tratamento da
miomatose uterina, bem menos agressivo para mulheres
na menopausa e, no caso de mulheres inférteis, uma
alternativa viável para conseguirem uma gravidez.
SERVIÇO
Dr. Arthur Camara Leal Cardenaz
angioradiologista e cirurgião vascular
CRM mg27.485t
Pouso Alegre - MG
Clínica Nossa Senhora de Fátima
(35) 3423-8531 consultório